sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Caminhos Misteriosos

Ando por caminhos misteriosos,estrada de solidão sangrenta,no fim do túnel procuro luz, mas não encontro nada, apenas minha alma querendo ser iluminada, desvio por caminhos distintos, caminho de água, caminho de terra, caminho de espinhos e de solidão sangrenta.
Não existe túnel, não existe nada, apenas minha mente brincando de esconde esconde, brincadeira de infância, aquela que não tive, escodida sob a mesa pra não ver o ocorrido.
Alguém gritando alto, mas a esperança não está perdida, lá no fundo havia uma senhora erguida, de cabelos brancos e longos, ficou perto de mim, com a voz suave disse: eu estou aqui, segurou minha mão e me levou para a imensidão do céu.
O céu era pouco, queria mais, desde criança fui uma menina perspicaz, sabia que o céu não era meu lugar, olhei pra senhora que me deu a mão, fiz meu pedido em vão, sozinha fui conhecer o Universo, nada conhecido havia por perto, estrelas brilhavam e constelações formavam, lá no Universo havia um Sol que queimava, mas era na Lua que meu avô andava, sai correndo para ser abraçada, um abraço forte ganhei e mais nada.
Chegando na Lua olhei para a Terra, me despedi sem pressa, sabia que volta não ia ter, peguei meu avô e fui percorrer, Universo contínuo, olhares de alegria, no melhor lugar estava, eu sabia,era mais misterioso que os caminhos que percorri anteriormente, mas eles não saiam da minha mente, esquecer vou ter que esquecer, volta não ia ter, olhei pra frente e lá havia um buraco de minhoca, lá vou eu me aventurar de volta, caminhos misteriosos vou percorrer novamente, mas os primeiros não sairão da minha mente.

By: Bárbara Alejandra

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